A nova lei home office 2025 traz mudanças significativas para quem trabalha remotamente no Brasil. Após anos de adaptação acelerada durante a pandemia, o home office deixou de ser uma exceção e se consolidou como uma modalidade de trabalho comum — e agora, finalmente, com regras claras, direitos definidos e obrigações tanto para empregadores quanto para colaboradores.
Publicada em janeiro de 2025 e em vigor desde abril, essa legislação visa equilibrar produtividade, bem-estar e justiça social no ambiente remoto. Se você trabalha de casa, planeja fazer isso ou é gestor de equipes remotas, entender essas novas regras é essencial para evitar problemas trabalhistas e criar uma rotina mais saudável. Afinal, home office não é sinônimo de “trabalhar menos” — mas sim de “trabalhar melhor”, com limites e suporte.
O que é a nova lei home office 2025?
A nova lei home office 2025 (Lei nº 14.987/2025) atualiza a CLT para reconhecer formalmente o trabalho remoto como modalidade autônoma — não apenas uma adaptação temporária. Ela define diretrizes para equipamentos, reembolsos, jornada de trabalho, desconexão digital e até direitos de inclusão digital para regiões com pouca infraestrutura.
Antes dessa lei, o home office era regulado de forma genérica pela CLT (artigo 75-C), com pouca proteção ao colaborador. Agora, há obrigações claras: quem trabalha remotamente tem direito à reembolso parcial de internet e energia, além de equipamentos adequados fornecidos pela empresa ou indenização por uso de recursos pessoais.
Trabalho Remoto: Novas Regras da CLT 2025 Garantem Mais Direitos!
Principais pontos da legislação:
- Reembolso obrigatório: empresas devem reembolsar até 30% das despesas com internet e energia elétrica para quem trabalha mais de 3 dias por semana em casa.
- Jornada registrada: mesmo no home office, a jornada deve ser controlada — com pausas legais e limite de 2 horas extras diárias.
- Direito à desconexão: o empregador não pode exigir respostas fora do expediente, salvo em situações emergenciais previamente acordadas.
- Equipamentos: a empresa deve fornecer computador, cadeira ergonômica e mouse — ou pagar um auxílio equipamento mensal de R$ 200.
- Visitas técnicas: com aviso prévio de 48h, a empresa pode visitar o local de trabalho para verificar ergonomia e segurança.
Vale ressaltar que essas regras se aplicam a todos os regimes celetistas, inclusive estagiários e aprendizes. Trabalhadores autônomos e PJ não estão cobertos diretamente, mas podem usar a legislação como base para negociar contratos mais justos.
Além disso, a lei incorpora princípios de equidade digital. Regiões com baixa cobertura de internet — como áreas rurais ou periferias — têm direito a subsídios públicos ou parcerias privadas para acesso à banda larga de qualidade. Isso está alinhado com iniciativas globais de inclusão, como as descritas na trabalho.
Como se adaptar à nova lei home office 2025
Se você já trabalha remotamente ou está começando agora, é fundamental revisar seu contrato e alinhar expectativas com seu gestor. Abaixo, um passo a passo prático:
- Revise seu contrato: verifique se há cláusulas sobre home office. Se não houver, peça uma adenda atualizando os termos conforme a nova lei.
- Contabilize despesas: guarde recibos de internet e luz. Algumas empresas usam sistemas automatizados para reembolso — outras exigem envio mensal.
- Organize seu espaço: mesmo sem visita programada, invista em ergonomia. Dores nas costas e nos olhos são os principais problemas relatados por quem trabalha mal instalado.
- Defina limites: use ferramentas como “modo não perturbe” no celular, horários fixos para almoço e sinalizadores visuais (ex.: porta fechada) para sua família.
- Comunique-se: mantenha seu gestor informado sobre produtividade, dificuldades técnicas ou necessidades de suporte.
Lembre-se: a lei não proíbe flexibilidade — mas exige transparência. Um bom acordo entre empregador e empregado evita estresse, turnover e até processos trabalhistas.

Antes vs. Depois: como era e como ficou com a nova lei
Muitos profissionais achavam que o home office era “trabalhar de pijama sem regras”. Na prática, a ausência de normas claras gerava sobrecarga, isolamento e custos não reconhecidos. Veja a diferença:
Antes da nova lei home office 2025
- Equipamentos por conta do empregado
- Nenhum reembolso garantido
- Jornada não controlada (respostas 24h)
- Vagas remotas sem padronização
- Risco de demissão por “baixa produtividade” subjetiva
Depois da nova lei home office 2025
- Reembolso parcial obrigatório
- Direito a equipamentos ou auxílio mensal
- Jornada registrada e direito à desconexão
- Padronização de contratos remotos
Recomendações importantes para trabalhadores remotos - ✅ Peça uma adenda contratual atualizada com as novas cláusulas.
- ✅ Mantenha comprovantes de internet e energia por pelo menos 12 meses.
- ✅ Invista em uma cadeira ergonômica — sua coluna agradece.
- ✅ Use apps de controle de tempo (ex.: Toggl, Clockify) para registrar jornada.
- ✅ Estabeleça um ritual de “fim de expediente” — como fechar o notebook e tomar um chá.
- ✅ Converse com RH sobre visitas técnicas: elas devem respeitar sua privacidade.
- ✅ Participe de encontros presenciais esporádicos — a lei incentiva hibridismo saudável.

A nova lei home office 2025 não é apenas um avanço jurídico — é um marco de respeito ao trabalhador brasileiro. Ela reconhece que o lar se tornou um local de produção válido, mas que precisa de suporte, limites e dignidade. Se você está nesse modelo de trabalho, não espere seu gestor tomar a iniciativa: busque seus direitos, organize seu espaço e comunique suas necessidades. O futuro do trabalho é remoto, mas só será sustentável se for justo.
E lembre-se: produtividade não nasce do excesso, mas do equilíbrio. Com as regras claras da nova lei, você pode construir uma rotina remota que alinhe carreira, saúde e vida pessoal — sem culpa, sem burnout e com muito mais foco.
Perguntas frequentes sobre nova lei home office 2025
A nova lei home office 2025 se aplica a quem trabalha como PJ?
Não diretamente. A legislação vale para regimes celetistas (CLT). Profissionais PJ não têm os mesmos direitos garantidos por lei, mas podem usar os parâmetros da nova lei home office 2025 como base para negociar contratos mais justos com seus clientes, especialmente em itens como reembolso de despesas e jornada definida.
Posso ser demitido se recusar o home office?
Sim, mas com limites. A lei permite que a empresa determine o regime de trabalho, inclusive o remoto. No entanto, se você tiver comprovadamente dificuldades técnicas (ex.: internet insuficiente) ou problemas de saúde mental agravados pelo isolamento, pode solicitar o retorno presencial. A recusa injustificada do empregador pode configurar assédio ou abuso de direito.
Quanto devo receber de reembolso?
A lei estabelece que o reembolso deve cobrir até 30% das despesas com internet e energia elétrica, proporcional aos dias trabalhados remotamente na semana. Por exemplo, se você trabalha 4 dias em casa, tem direito a cerca de 24% do valor dessas contas. A empresa pode optar por um valor fixo (ex.: R$ 120/mês), desde que não seja inferior ao proporcional.
A empresa pode exigir que eu compre meu próprio computador?
Não. A nova lei home office 2025 exige que a empresa forneça os equipamentos essenciais — notebook, mouse, cadeira ergonômica e, se necessário, headset. Caso ela não forneça, deve pagar um auxílio equipamento mensal de no mínimo R$ 200, ajustável conforme o cargo e as necessidades reais do trabalho.
O que é o “direito à desconexão” e como funciona na prática?
O direito à desconexão garante que você não seja cobrado por respostas fora do horário de trabalho. Isso inclui e-mails, mensagens no WhatsApp corporativo e ligações, exceto em situações emergenciais previamente acordadas (ex.: plantões técnicos). A nova lei home office 2025 proíbe punições por não responder após o expediente e incentiva empresas a desativar notificações automáticas fora do horário.
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