Como Declarar o Imposto de Renda em 2026: Guia Completo Para Não Errar na Sua Declaração!

aplicativo do imposto de renda de 2026

Todo início de ano, milhões de brasileiros enfrentam a mesma dúvida: como declarar o imposto de renda em 2026 corretamente? Se você está entre essas pessoas, pode ficar tranquilo. Preparei este guia completo para te ajudar a entender todo o processo, desde quem precisa declarar até como enviar sua declaração sem erros.

A declaração do Imposto de Renda é uma obrigação anual que gera muitas dúvidas, especialmente para quem está fazendo pela primeira vez ou passou por mudanças na vida financeira. Comprou um imóvel? Mudou de emprego? Começou a investir? Todas essas situações impactam sua declaração e precisam ser informadas corretamente à Receita Federal.O ano de 2026 traz algumas novidades importantes que você precisa conhecer. A Receita Federal vem modernizando seus sistemas, ampliando a declaração pré-preenchida e aumentando o cruzamento de informações. Isso significa que tentar esconder rendimentos ou patrimônio ficou praticamente impossível. Por outro lado, quem declara corretamente tem um processo cada vez mais simples e rápido.Ao longo deste artigo, vou explicar tudo o que você precisa saber para fazer sua declaração do imposto de renda em 2026 com segurança e tranquilidade. Vamos abordar desde os conceitos básicos até estratégias para maximizar sua restituição ou reduzir o imposto a pagar.

Quem Precisa Declarar o Imposto de Renda em 2026

Empreendedor montando sua planilha para auxiliar na declaração do imposto.
Empreendedor montando sua planilha para auxiliar na declaração do imposto.

Antes de começar a reunir documentos, você precisa saber se está obrigado a declarar o imposto de renda em 2026. A Receita Federal estabelece critérios específicos que determinam a obrigatoriedade, e basta se enquadrar em um deles para ter que enviar a declaração.

O primeiro e mais comum critério é a renda tributável. Se você recebeu rendimentos tributáveis acima do limite estabelecido pela Receita Federal durante o ano de 2025, precisa declarar. Esse limite costuma ser atualizado anualmente e geralmente fica em torno de R$ 30.000 a R$ 33.000, mas é importante verificar o valor oficial divulgado para o ano-calendário 2025.

Rendimentos tributáveis incluem salários, aposentadorias, pensões, aluguéis recebidos, trabalho autônomo e várias outras fontes de renda. Atenção: o valor considera o total anual, não o mensal. Então, mesmo que seu salário mensal pareça baixo, a soma de 13º salário, férias e outros rendimentos pode ultrapassar o limite.

Outro critério importante é a renda isenta ou tributada exclusivamente na fonte. Se você recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200.000 no ano, também está obrigado a declarar. Isso inclui indenizações trabalhistas, rendimentos de poupança, alguns dividendos e outras fontes.

Quem teve ganho de capital na venda de bens ou direitos também precisa declarar. Vendeu um imóvel, um carro ou ações com lucro? Mesmo que tenha pago o imposto no momento da venda, a operação deve constar na declaração anual.

Operações em bolsa de valores geram obrigatoriedade mesmo para valores pequenos. Se você realizou qualquer operação de compra ou venda de ações, opções, contratos futuros ou outros ativos negociados em bolsa, precisa declarar independentemente do valor movimentado.

A posse de bens também pode obrigar à declaração. Se em 31 de dezembro de 2025 você possuía bens ou direitos com valor total superior a R$ 800.000, incluindo imóveis, veículos, investimentos e outros ativos, a declaração é obrigatória.

Atividade rural tem regras específicas. Produtores rurais com receita bruta anual acima de determinado limite ou que pretendam compensar prejuízos de anos anteriores precisam declarar.

Novos residentes no Brasil também entram na obrigatoriedade. Se você passou a morar no país em qualquer mês de 2025 e permanecia nessa condição em 31 de dezembro, deve fazer a declaração.

Documentos Necessários Para a Declaração

Reunir a documentação correta é fundamental para declarar o imposto de renda em 2026 sem problemas. A falta de um documento pode atrasar todo o processo ou, pior, fazer você esquecer de declarar algum rendimento e cair na malha fina posteriormente.

Comece pelos documentos pessoais básicos: CPF, título de eleitor e comprovante de endereço atualizado. Se você tem dependentes, precisará também do CPF de cada um deles. Desde 2019, é obrigatório informar o CPF de todos os dependentes, independentemente da idade.

Os informes de rendimentos são os documentos mais importantes. Toda empresa que pagou salários a você em 2025 deve fornecer o informe até o final de fevereiro de 2026. Esse documento detalha quanto você recebeu, quanto foi descontado de INSS e Imposto de Renda na fonte, além de outras informações relevantes.

Aposentados e pensionistas do INSS podem obter o informe de rendimentos diretamente no site ou aplicativo Meu INSS. Bancos também fornecem informes sobre rendimentos de aplicações financeiras, que podem ser acessados pelo internet banking ou aplicativo.

Se você recebeu aluguéis, precisa do comprovante dos valores recebidos. Caso tenha sido através de imobiliária, ela fornecerá um informe. Se o aluguel foi recebido diretamente do inquilino, organize os comprovantes de depósito ou transferência.

Para quem paga plano de saúde ou tem despesas médicas, os comprovantes são essenciais. Esses gastos são dedutíveis sem limite de valor, mas precisam ser comprovados. Guarde todos os recibos de consultas, exames, internações, cirurgias e mensalidades de plano de saúde. O informe anual do plano de saúde também é importante.

Despesas com educação também são dedutíveis, mas com limite anual por dependente. Guarde os comprovantes de mensalidades escolares, desde a educação infantil até a pós-graduação. Cursos livres, como idiomas, não são dedutíveis.

Comprovantes de compra e venda de bens são necessários para atualizar sua declaração. Se você comprou ou vendeu um imóvel, veículo ou outro bem de valor relevante, tenha em mãos os contratos e documentos da transação.

Investidores precisam dos informes de corretoras e instituições financeiras. Esses documentos detalham posições em ações, fundos, títulos públicos e privados, além de rendimentos recebidos ao longo do ano.

Se você fez contribuições para previdência privada do tipo PGBL, o comprovante é importante porque essas contribuições são dedutíveis até o limite de 12% da renda bruta tributável.

A declaração do ano anterior também é um documento útil. Ela serve como referência para verificar se há bens ou informações que precisam ser atualizados ou mantidos.

Prazos e Calendário do Imposto de Renda em 2026

Prazos e Calendário do Imposto de Renda em 2026
Prazos e Calendário do Imposto de Renda em 2026.

 

Conhecer os prazos é fundamental para quem vai declarar o imposto de renda em 2026. A Receita Federal costuma divulgar o calendário oficial no início do ano, mas historicamente o período de entrega segue um padrão que podemos antecipar.

O programa gerador da declaração geralmente é liberado para download no início de março. É recomendável baixar assim que disponível e começar a preencher sua declaração, mesmo que não envie imediatamente. Isso dá tempo para identificar documentos faltantes e resolver pendências.

O prazo de entrega tradicionalmente começa em meados de março e vai até o final de abril. Nos últimos anos, o período tem sido de aproximadamente 45 a 60 dias. Quem entrega nos primeiros dias costuma receber a restituição mais cedo, já que a Receita prioriza por ordem de envio.

Se você tem imposto a pagar, pode optar por parcelar em até oito vezes, desde que cada parcela não seja inferior a R$ 50. A primeira parcela ou cota única vence junto com o prazo final de entrega. As demais parcelas vencem no último dia útil de cada mês subsequente.

O calendário de restituição é divulgado pela Receita Federal e geralmente organiza os pagamentos em cinco lotes mensais, começando em maio ou junho e indo até setembro ou outubro. Idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência ou doenças graves e professores têm prioridade no recebimento.

Declarar após o prazo resulta em multa. O valor mínimo é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Por isso, mesmo que você tenha imposto a pagar e não consiga quitar no momento, é melhor entregar a declaração no prazo e negociar o pagamento depois.

A retificação da declaração pode ser feita a qualquer momento dentro de cinco anos, caso você identifique erros ou omissões. Porém, se a Receita iniciar algum procedimento de fiscalização, você perde o direito de retificar espontaneamente.

Passo a Passo Para Fazer a Declaração

 

captura de tela do aplicativo da Receita Federal disponível na Apple Store, e na Playstore
captura de tela do aplicativo da Receita Federal disponível na Apple Store, e na Playstore.

Agora vamos ao que interessa: como efetivamente preencher e enviar sua declaração do imposto de renda em 2026. O processo é mais simples do que parece quando você tem os documentos organizados e segue uma sequência lógica.

O primeiro passo é baixar o programa oficial da Receita Federal. Ele está disponível para Windows, Mac e Linux no site oficial. Também existe a opção de declarar pelo aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para smartphones Android e iOS, ou diretamente pelo portal e-CAC usando certificado digital ou conta gov.br.

Ao abrir o programa, você terá a opção de iniciar uma declaração nova, importar dados da declaração anterior ou usar a declaração pré-preenchida. Esta última opção é altamente recomendada, pois já traz muitas informações que a Receita possui sobre você, reduzindo erros e esquecimentos.

Para usar a declaração pré-preenchida, você precisa ter uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Vale a pena criar ou elevar o nível da sua conta antes do período de declaração, pois isso economiza muito tempo no preenchimento.

Comece informando seus dados pessoais e de identificação. Verifique se endereço, ocupação e dados bancários para restituição estão corretos. Erros nesses campos podem atrasar o recebimento da restituição.

Em seguida, informe seus dependentes, se houver. Lembre-se de que cada dependente deve ter CPF e que você não pode incluir alguém que já declara em separado ou é dependente de outra pessoa.

A ficha de rendimentos tributáveis é onde você informa salários, aposentadorias, aluguéis e outras rendas. Se estiver usando a pré-preenchida, confira se os valores batem com seus informes de rendimentos. Se houver divergência, prevalecem os valores dos informes que você possui.

Rendimentos isentos e não tributáveis são informados em ficha separada. Aqui entram indenizações, rendimentos de poupança, lucros e dividendos de empresas, entre outros. Esses valores não aumentam seu imposto, mas precisam ser declarados.

Na ficha de pagamentos efetuados, você informa despesas dedutíveis como saúde, educação, pensão alimentícia e previdência privada. Cada tipo de gasto tem um código específico. Preste atenção para selecionar o código correto e informar o CPF ou CNPJ do beneficiário.

Bens e direitos é onde você declara seu patrimônio: imóveis, veículos, contas bancárias, investimentos e outros bens. Quem já declarou antes pode importar os dados do ano anterior e apenas atualizar valores ou adicionar novas aquisições.

Dívidas e ônus reais devem ser informados se você tem financiamentos ou empréstimos superiores a R$ 5.000. Declare o saldo devedor em 31 de dezembro e informações sobre o credor.

Após preencher todas as fichas, o programa apresenta um resumo da declaração e calcula automaticamente se você tem imposto a pagar ou restituição a receber. Neste momento, você pode simular os dois modelos de tributação: simplificado e completo.

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Modelo Simplificado ou Completo: Qual Escolher

Uma das decisões mais importantes ao declarar o imposto de renda em 2026 é escolher entre o modelo simplificado e o modelo completo. Essa escolha impacta diretamente quanto você vai pagar ou receber de restituição.

O modelo simplificado aplica um desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a um teto que é atualizado anualmente (em torno de R$ 16.000 a R$ 17.000). Esse desconto substitui todas as deduções legais. É a opção mais prática para quem não tem muitas despesas dedutíveis.

O modelo completo, por sua vez, considera todas as despesas dedutíveis que você informou: gastos com saúde, educação, dependentes, previdência privada, pensão alimentícia e outras deduções legais. É mais vantajoso para quem tem muitas despesas dedutíveis que, somadas, ultrapassam o desconto padrão do simplificado.

A boa notícia é que você não precisa fazer as contas manualmente. O próprio programa da Receita Federal calcula o imposto nos dois modelos e mostra qual é mais vantajoso para você. Basta preencher todas as informações corretamente e comparar os resultados.

De modo geral, o modelo completo costuma ser melhor para quem tem dependentes, paga escola particular, tem plano de saúde individual ou despesas médicas elevadas. Já o simplificado tende a beneficiar quem é solteiro sem dependentes, tem plano de saúde empresarial e poucas despesas dedutíveis.

Contribuintes que fazem aportes em previdência privada PGBL até o limite de 12% da renda bruta frequentemente se beneficiam do modelo completo, pois essa dedução pode ser bastante significativa.

Uma dica importante: mesmo que você pretenda usar o modelo simplificado, preencha todas as despesas dedutíveis. Assim, você garante que o programa compare corretamente e não perde a oportunidade de usar o modelo completo se ele for mais vantajoso.

Deduções Permitidas e Como Aproveitá-las

Conhecer todas as deduções permitidas é essencial para pagar menos imposto ou aumentar sua restituição ao declarar o imposto de renda em 2026. Muita gente deixa dinheiro na mesa simplesmente por desconhecer o que pode ser deduzido.

Despesas médicas são as deduções mais valiosas porque não têm limite de valor. Você pode deduzir gastos com médicos, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, hospitais, exames, cirurgias, próteses, aparelhos ortopédicos e planos de saúde. A única exigência é que os gastos sejam seus ou de seus dependentes e que você tenha comprovantes.

Despesas com educação são dedutíveis, mas têm um limite por pessoa. Em 2025, o limite era de aproximadamente R$ 3.500 por dependente. São dedutíveis gastos com educação infantil, ensino fundamental, médio, superior, pós-graduação e cursos técnicos. Cursos livres, como idiomas, não entram.

Cada dependente declarado dá direito a uma dedução fixa. O valor é atualizado anualmente e fica em torno de R$ 2.200 a R$ 2.500 por dependente. Podem ser dependentes: filhos até 21 anos (ou até 24 se universitário), cônjuge, companheiro, pais ou avós (se você pagar mais de metade das despesas deles), entre outros.

Pensão alimentícia judicial é integralmente dedutível. Se você paga pensão estabelecida por decisão judicial ou acordo homologado, pode deduzir todo o valor pago. Pensão informal, combinada diretamente com o ex-cônjuge, não é dedutível.

Contribuições à previdência oficial são automaticamente deduzidas do seu rendimento tributável. Já contribuições para previdência privada do tipo PGBL são dedutíveis até o limite de 12% da renda bruta tributável. Planos do tipo VGBL não são dedutíveis.

Empregadores domésticos podiam, até recentemente, deduzir contribuições patronais ao INSS de empregados domésticos. Verifique se essa dedução ainda está vigente para o ano-calendário 2025, pois houve discussões sobre sua continuidade.

Doações para fundos controlados pelos Conselhos Municipais, Estaduais e Nacional da Criança e do Adolescente, ou para fundos do Idoso, são dedutíveis até o limite de 6% do imposto devido. É possível fazer essas doações diretamente no programa da declaração.

Gastos com livros, materiais escolares, uniformes, transporte, alimentação, academia e cursos livres não são dedutíveis, mesmo que pareçam relacionados à saúde ou educação.

Como Declarar Investimentos Corretamente

 

Nova Tabela de isenção e desconto do Imposto de Renda em 2026
Nova Tabela de isenção e desconto do Imposto de Renda em 2026.
A declaração de investimentos é uma das partes que mais gera dúvidas ao fazer o imposto de renda em 2026. Cada tipo de investimento tem regras específicas, e é fundamental entendê-las para não cometer erros.Comecemos pela poupança, que é isenta de imposto de renda. Você deve declarar o saldo em 31 de dezembro na ficha de Bens e Direitos, usando o código específico para depósitos em conta poupança. Os rendimentos vão na ficha de Rendimentos Isentos.Aplicações em CDB, LCI, LCA e outros títulos de renda fixa devem ser declaradas pelo valor aplicado mais rendimentos na ficha de Bens e Direitos. O informe da instituição financeira traz todas as informações necessárias. LCI e LCA são isentas para pessoa física; CDB e outros têm tributação na fonte.Tesouro Direto segue lógica similar. Declare cada título separadamente na ficha de Bens e Direitos, informando tipo, data de vencimento e valores. Os rendimentos tributados na fonte vão na ficha correspondente.Fundos de investimento são declarados pelo valor das cotas em 31 de dezembro. Fundos de curto prazo e longo prazo têm tributação diferente, mas em ambos os casos o imposto é retido na fonte. Fundos imobiliários têm dividendos isentos, mas ganho de capital na venda é tributado.

Ações exigem mais atenção. Você deve declarar na ficha de Bens e Direitos cada ação que possuía em 31 de dezembro, informando quantidade, custo de aquisição e código da empresa. Dividendos recebidos são isentos e vão em Rendimentos Isentos. Juros sobre capital próprio são tributados na fonte.

Ganhos com venda de ações são tributados em 15% para operações normais e 20% para day trade. Se você vendeu ações com lucro durante o ano, deveria ter recolhido o imposto mensalmente através de DARF. Na declaração anual, você informa essas operações na ficha de Renda Variável.

Existe uma isenção para vendas de ações em operações normais até R$ 20.000 no mês. Se o total das suas vendas em determinado mês ficou abaixo desse limite, o lucro obtido é isento. Essa isenção não vale para day trade nem para ETFs e fundos imobiliários.

Criptomoedas devem ser declaradas na ficha de Bens e Direitos quando o valor de aquisição for igual ou superior a R$ 5.000 por tipo de moeda. Ganhos com venda acima de R$ 35.000 no mês são tributados em 15% a 22,5%, dependendo do valor.

Declarando Imóveis e Financiamentos

Imóveis são um dos bens mais importantes a serem declarados no imposto de renda em 2026. Seja o imóvel próprio onde você mora, um imóvel alugado ou um terreno, todos precisam constar na declaração.

Na ficha de Bens e Direitos, você informa o imóvel usando o código específico (casa, apartamento, terreno, etc.). O valor a declarar é sempre o custo de aquisição, e não o valor de mercado atual. Ou seja, você declara quanto pagou pelo imóvel, somando preço de compra, ITBI, escritura, registro e eventuais benfeitorias.

Se você comprou o imóvel à vista, informe o valor total no campo de situação em 31 de dezembro do ano de aquisição. Se comprou financiado, a forma de declarar é um pouco diferente.

Imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) devem ser declarados apenas na ficha de Bens e Direitos, pelo valor já pago até 31 de dezembro. Não declare a dívida na ficha de Dívidas e Ônus Reais. A cada ano, você atualiza o valor informado somando as parcelas pagas.

Por exemplo: se você comprou um apartamento de R$ 500.000 financiado e já pagou R$ 150.000 entre entrada e parcelas, declara o imóvel pelo valor de R$ 150.000 em Bens e Direitos. No ano seguinte, soma mais o que pagou no período.

Imóveis recebidos por herança ou doação devem ser declarados pelo valor que constava na declaração do doador ou falecido. Esse valor pode ser atualizado para valor de mercado no momento da transferência, mas isso gera imposto sobre ganho de capital que deve ser pago na época da transferência.

Se você vendeu um imóvel durante o ano, precisa apurar o ganho de capital (diferença entre valor de venda e custo de aquisição) e pagar o imposto. Existe isenção para venda de único imóvel até R$ 440.000 e para quem usa todo o valor da venda para comprar outro imóvel residencial em até 180 dias.

Aluguéis recebidos devem ser informados mensalmente através do carnê-leão se ultrapassarem o limite de isenção. Na declaração anual, você transporta essas informações ou as declara diretamente se os valores estiverem abaixo do limite de tributação mensal.

Malha Fina: O Que É e Como Evitar

 

A temida malha fina é o pesadelo de quem declara o imposto de renda em 2026. Trata-se de uma verificação mais detalhada que a Receita Federal faz quando identifica inconsistências ou pendências na declaração.Cair na malha fina não significa necessariamente que você cometeu fraude. Muitas vezes, são erros simples de digitação, informações desencontradas entre sua declaração e a de terceiros, ou falta de documentos comprobatórios. Porém, enquanto a situação não é resolvida, sua restituição fica retida.Os motivos mais comuns para cair na malha fina incluem: omissão de rendimentos, divergência entre valores declarados e informes de rendimentos, despesas médicas incompatíveis com a renda, dependentes declarados em mais de uma declaração e erros no preenchimento de dados.Para evitar a malha fina, a primeira regra é não omitir nenhum rendimento. A Receita cruza informações com empregadores, bancos, cartórios, planos de saúde e diversas outras fontes. Se você recebeu, eles sabem. Melhor declarar tudo corretamente.Despesas médicas são um ponto de atenção especial. Não invente gastos ou infle valores. A Receita cruza informações com profissionais de saúde e clínicas. Se você declarar uma despesa e o profissional não declarar ter recebido, haverá divergência.

Guarde todos os comprovantes por pelo menos cinco anos. Se você cair na malha fina e precisar comprovar alguma informação, ter os documentos em mãos resolve a situação rapidamente.

Verifique as informações antes de enviar. O programa da Receita tem uma função de verificação de pendências que aponta possíveis erros. Corrija tudo o que for apontado antes de transmitir a declaração.

Se mesmo assim você cair na malha fina, não entre em pânico. Acesse o e-CAC para verificar qual é a pendência. Se for um erro seu, faça uma declaração retificadora corrigindo a informação. Se você estiver certo e tiver como comprovar, agende atendimento para apresentar os documentos.

Novidades e Mudanças Para o Imposto de Renda em 2026

Todo ano a Receita Federal promove ajustes nas regras e procedimentos. Quem vai declarar o imposto de renda em 2026 precisa estar atento às novidades que podem impactar sua declaração.

Uma tendência que deve se consolidar é a ampliação da declaração pré-preenchida. A Receita tem investido pesado nessa funcionalidade, e cada vez mais informações vêm preenchidas automaticamente. Isso reduz erros e facilita o processo, mas exige atenção para conferir se tudo está correto.

O governo tem discutido mudanças na tabela progressiva do Imposto de Renda, com possível ampliação da faixa de isenção. Dependendo de decisões políticas e econômicas, pode haver alterações nos valores de isenção e alíquotas que impactam o cálculo do imposto.

A obrigatoriedade de informar determinados tipos de bens e operações pode ser ampliada. Criptomoedas, por exemplo, têm recebido atenção crescente da Receita, e as regras de declaração tendem a ficar mais rigorosas.

Investimentos no exterior também devem ter regras mais claras e obrigações mais específicas. Com a facilidade crescente para brasileiros investirem em bolsas estrangeiras, a Receita está aprimorando os mecanismos de fiscalização dessas operações.

A integração entre sistemas governamentais continua avançando. Informações de cartórios, bancos, seguradoras e outras instituições chegam cada vez mais rápido à Receita, reduzindo a possibilidade de omissões passarem despercebidas.

Fique atento às instruções normativas publicadas pela Receita Federal no início de 2026. Elas trazem todas as regras oficiais para a declaração do ano e esclarecem dúvidas sobre situações específicas.

 

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Dicas Para Aumentar Sua Restituição

Muitos contribuintes têm direito a restituição ao declarar o imposto de renda em 2026, mas nem todos sabem como maximizar esse valor. Algumas estratégias simples podem fazer diferença significativa no quanto você vai receber de volta.

Primeiro, não esqueça de nenhuma despesa dedutível. Revise todos os gastos médicos do ano, mesmo os pequenos. Uma consulta de R$ 200 aqui, um exame de R$ 150 ali, vão somando e podem resultar em centenas de reais a mais de restituição.

Inclua todos os dependentes a que você tem direito. Cada dependente representa uma dedução fixa significativa, além de permitir deduzir despesas médicas e educacionais deles também.

Considere fazer aportes em previdência privada PGBL até o limite de 12% da renda bruta. Essa é uma das formas mais eficientes de reduzir o imposto a pagar, especialmente para quem usa o modelo completo. O benefício fiscal é imediato, e o dinheiro continua sendo seu, apenas sendo tributado no futuro quando você resgatar.

Doe para fundos da criança e do adolescente ou do idoso. Você pode deduzir até 6% do imposto devido com essas doações, e é possível fazer diretamente no programa da declaração, direcionando parte do que você pagaria de imposto para causas sociais.

Se você e seu cônjuge declaram separadamente, façam simulações para ver se compensa declarar em conjunto ou separado. Em alguns casos, unir as declarações é mais vantajoso; em outros, manter separado é melhor. Não há regra fixa, depende da situação de cada casal.

Entregue a declaração no início do prazo. A Receita costuma pagar as restituições por ordem de envio, priorizando quem entrega primeiro. Quanto antes você enviar, maiores as chances de receber nos primeiros lotes.

 

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Erros Comuns Que Você Deve Evitar

Conhecer os erros mais frequentes ajuda a não repeti-los ao declarar o imposto de renda em 2026. Muitos contribuintes caem nas mesmas armadilhas ano após ano, e você pode evitá-las com um pouco de atenção.

Erros de digitação são surpreendentemente comuns. Um zero a mais ou a menos em qualquer valor pode gerar inconsistências graves. Confira cada número digitado antes de enviar a declaração.

Esquecer de declarar fontes de renda secundárias é outro erro frequente. Aquele trabalho freelancer que você fez, o aluguel que recebeu de um quarto, os rendimentos de um investimento esquecido — tudo precisa ser declarado.

Declarar dependentes que não se qualificam causa problemas. Verifique os requisitos para cada tipo de dependente e certifique-se de que a pessoa atende a todos eles.

Informar despesas médicas sem comprovantes é arriscado. Mesmo que você realmente tenha tido o gasto, sem comprovante será difícil defender a dedução em caso de malha fina.

Usar a declaração simplificada quando a completa seria melhor (ou vice-versa) deixa dinheiro na mesa. Sempre preencha todas as informações e compare os dois modelos antes de decidir.

Não atualizar bens que você vendeu ou comprou gera inconsistências no patrimônio declarado. Se você vendeu um carro em março, ele não deveria constar como seu bem em dezembro.

Deixar para a última hora aumenta a chance de erros por pressa e ansiedade. Comece cedo, com calma, e revise tudo antes de enviar.

Quando Vale a Pena Contratar um Contador

Muitas pessoas conseguem declarar o imposto de renda em 2026 sozinhas, mas em algumas situações a ajuda de um profissional é recomendável ou até necessária.

Se sua situação financeira é simples — você é empregado com carteira assinada, tem poucos investimentos e não possui patrimônio complexo — provavelmente consegue fazer a declaração por conta própria usando as ferramentas da Receita.

Porém, se você tem múltiplas fontes de renda, empresa própria, investimentos variados em renda fixa e variável, imóveis de aluguel, operações com criptomoedas ou situações como herança recente, a ajuda de um contador pode evitar muita dor de cabeça.

Profissionais liberais e autônomos que precisam recolher carnê-leão mensalmente também se beneficiam de acompanhamento profissional. O mesmo vale para quem tem participação em empresas ou recebe pro-labore e dividendos.

O custo de um contador para fazer sua declaração varia bastante, geralmente entre R$ 150 e R$ 500 para declarações de pessoa física. Esse valor pode parecer alto, mas considere que um erro pode custar muito mais em multas e juros.

Se você decidir fazer sozinho, aproveite os recursos disponíveis. O site da Receita Federal tem manuais detalhados, perguntas frequentes e até assistente virtual. Vídeos explicativos no YouTube também podem ajudar bastante.

FAQs – Perguntas Frequentes Sobre o Imposto de Renda em 2026

 

1. Qual é o prazo final para entregar a declaração do Imposto de Renda em 2026?

Historicamente, o prazo de entrega vai de meados de março até o final de abril. A Receita Federal divulga as datas oficiais no início do ano. Recomenda-se entregar o mais cedo possível para receber eventual restituição nos primeiros lotes e ter tempo de corrigir erros caso necessário. Quem entrega após o prazo paga multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

2. Como sei se tenho direito a restituição ou se vou pagar imposto?

Isso depende do quanto foi retido de imposto na fonte ao longo do ano versus o imposto efetivamente devido. Se você teve mais imposto retido do que deveria, recebe restituição. Se teve menos, precisa pagar a diferença. O programa da Receita calcula automaticamente ao final do preenchimento. Pessoas com muitas despesas dedutíveis ou que tiveram retenção alta na fonte geralmente têm restituição.

3. Posso fazer a declaração pelo celular?

Sim, a Receita Federal disponibiliza o aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones Android e iOS. O app permite fazer declarações simples e intermediárias, acessar a declaração pré-preenchida e até enviar documentos. Para declarações mais complexas, com muitos bens ou operações em bolsa, o programa para computador oferece mais recursos e facilidade de visualização.

4. O que acontece se eu não declarar o Imposto de Renda?

Se você está obrigado a declarar e não o faz, fica em situação irregular com a Receita Federal. Seu CPF pode ser suspenso, impedindo abertura de contas, obtenção de empréstimos e diversos outros serviços. Além disso, você estará sujeito a multa e, dependendo da situação, pode responder por crime de sonegação fiscal. Se você tem obrigação de declarar, faça-o mesmo que fora do prazo.

5. Posso deduzir gastos com plano de saúde da empresa?

Depende de como funciona o plano. Se é totalmente custeado pela empresa, você não pode deduzir porque não teve o gasto. Se existe coparticipação ou você paga parte da mensalidade descontada em folha, pode deduzir a parcela que você efetivamente paga. O informe de rendimentos da empresa geralmente detalha essa informação. Planos de saúde são dedutíveis sem limite de valor, então vale a pena declarar corretamente toda parcela que você custeia.

Conclusão

Chegamos ao final deste guia completo sobre como declarar o imposto de renda em 2026. Espero que as informações apresentadas aqui ajudem você a fazer sua declaração com mais segurança e tranquilidade.

Como vimos, a declaração do Imposto de Renda não precisa ser um bicho de sete cabeças. Com organização, documentação correta e atenção aos detalhes, qualquer pessoa consegue cumprir essa obrigação sem maiores problemas.

Os pontos mais importantes a lembrar são: reúna todos os documentos antes de começar, use a declaração pré-preenchida se possível, não omita nenhum rendimento, declare todas as despesas dedutíveis a que tem direito e compare os modelos simplificado e completo antes de enviar.

A Receita Federal tem investido em tecnologia para facilitar a vida do contribuinte, mas também para aumentar a fiscalização. O cruzamento de dados está cada vez mais sofisticado, tornando a honestidade não apenas uma questão ética, mas também prática. Tentar esconder informações simplesmente não vale o risco.

Se sua situação é complexa, não hesite em buscar ajuda profissional. Um bom contador pode identificar oportunidades de economia fiscal que você desconhecia e evitar erros que poderiam custar caro no futuro.

Por fim, não deixe para a última hora. Comece a organizar seus documentos desde já e envie sua declaração assim que o prazo abrir. Isso aumenta suas chances de receber a restituição mais cedo e dá tempo para resolver qualquer pendência que surgir.

Desejo sucesso na sua declaração do imposto de renda em 2026. Com as informações deste guia, você está preparado para encarar essa tarefa de frente e cumprir sua obrigação fiscal da melhor forma possível.

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